O presidente do município, Nuno Palma Ferro, explicou hoje que a suspensão tem por base «motivos de natureza pessoal e profissional» e que «o número três da lista candidata do Beja Consegue» será convidado «formalmente».
«Agora, vou convidar formalmente João Brás da Silva, que é o atual chefe de gabinete [do próprio presidente] e foi o número três da lista do Beja Consegue e, na próxima reunião de câmara, daqui a 15 dias, tomará posse», disse o autarca, eleito por aquela coligação formada por PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal (IL).
Segundo Nuno Palma Ferro, apesar desta suspensão, «o projeto Beja Consegue continua com o mesmo foco e da mesma forma». Como refere: «mudou uma pessoa e entrou uma pessoa, [mas] as coisas não param por causa disso. Continuamos focados e atrás dos nossos objetivos, para cumprir o nosso programa eleitoral».
Durante a reunião de câmara, Liliana Cabecinha referiu que, «como sempre coube ao senhor presidente da câmara transmitir e justificar as tomadas de decisões», será ele «a pessoa a quem as questões deverão ser colocadas» sobre o assunto da sua suspensão de mandato.
«Recordo que isto é apenas a suspensão de um mandato e que não é um adeus, é um até já. Nos próximos tempos, não é por não assumir funções no executivo que vou deixar de estar presente, aliás estarei ainda mais presente», assegurou. A suspensão tem uma duração de 122 dias.
Desejando «todo o sucesso no desempenho das novas funções agora assumidas» por Liliana Cabecinha, o Movimento Beja Consegue criticou a «especulação infundada» e o «oportunismo por parte de algumas forças da oposição» que, nos últimos dias, tentaram «destabilizar o trabalho do executivo camarário».
A distrital de Beja do PSD, principal partido da coligação, considerou que a «decisão pessoal» de suspensão do mandato por parte de Liliana Cabecinha não «parece» vir «trazer propriamente um problema, são as vicissitudes da vida e a sua própria circunstância».
«Também na vida política existem projetos pessoais, profissionais ou familiares que, em determinados momentos, podem sobrepor-se às responsabilidades políticas sem antes os podermos antever» e «essas opções devem ser respeitadas», defendeu o presidente da distrital do PSD, Gonçalo Valente.
Esta mudança no município, segundo a estrutura social-democrata, «deve ser encarada com serenidade e confiança, como um momento de continuidade e de renovação da equipa, mantendo intacto o compromisso da coligação Beja Consegue com os munícipes e com o projeto que se propôs concretizar».
A até agora vice-presidente «vai continuar a servir» o PSD «noutras funções» que «lhe vão permitir continuar a servir Beja», resumiu Gonçalo Valente.
Nas redes sociais, o núcleo de Beja da IL defendeu «ser de fundamental importância que o executivo municipal possa ficar constituído de forma permanente com a maior brevidade», para que possa «retomar rapidamente a normalidade dos trabalhos».










