“Avancei sem nenhum acordo com nenhum partido, com nenhum interesse económico, com nenhum interesse mediático. Tive a coragem porque senti que posso ser útil ao nosso país no cargo de Presidente da República”, disse António José Seguro, segundo o qual, “há interesses partidários, mas também há interesses financeiros e interesses económicos”, deixando um promessa: “comigo em Belém os interesses ficam à porta”.
“Porque sempre defendi uma separação completa entre a política e os negócios”, enfatizou.
Seguro voltou a prometer que será um “Presidente exigente na dimensão ética, mas também num combate à corrupção, que tem que ser erradicada do nosso país” e sublinhou ser essa uma das marcas” da sua vida: “É esse um dos meus valores e será essa umas das minhas causas em Belém, o combate à corrupção, doa a quem doer”.
Para o candidato presidencial, é incompreensível quando lhe perguntam se “também tem apoiantes à direita”.
“Como se fosse crime que as pessoas que escolhem legitimamente outros partidos pudessem aproximar-se da nossa candidatura. Temo-los e com gosto porque esta candidatura é aberta a todos os democratas, progressistas e humanistas”, enfatizou.
Seguro prometeu que não esquecerá o Alentejo nem o interior e disse que não precisa de “aprender o que é o interior”, onde nasceu: “Investi as minhas poucas poupanças no interior de Portugal, na minha terra natal. Há uma diferença entre falar e fazer e o meu património de vida responde por mim em relação àquilo que eu quero fazer em Portugal”.
Assegurando a intenção de retomar as presidências abertas e de proximidade, António José Seguro justificou-se dizendo que “para decidir bem é preciso saber e para saber é preciso escutar”. E acrescentou: “Convocarei sempre que necessário o Conselho de Estado, mas nunca, mas nunca dispensarei o conselho do povo português”, rejeitando que tal seja “populismo” e defendendo que é necessário “aproximar as instituições das pessoas”.
Para o candidato apoiado pelo PS, “uma parte da comunidade perdeu os laços, a coesão e o afeto porque se entregou aos cantos de sereia dos extremismos” que querem “voltar portuguesas e portugueses uns contra os outros”.
“Não permitirei que isso aconteça. Eu vim para unir, para combater os extremos”, afirmou, garantindo também que, se for eleito Presidente da República, o seu dever “é não virar as costas a nenhum problema dos portugueses”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: José Coelho/Lusa











