Vinhos do Alentejo com plataforma tecnológica com cinco milhões de dados

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) lançou a plataforma Data+, uma ferramenta tecnológica inovadora para o setor vitivinícola alentejano já com mais de cinco milhões de dados sobre produção, mercados, castas e vinhas centenárias.

O projeto foi apresentado numa sessão promovida em Évora pela CVRA, no âmbito do Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, documento que define as prioridades do setor na região até ao final da década.

A Data+ é descrita pela CVRA como «uma ferramenta inovadora de controlo e rastreabilidade da fileira vitivinícola alentejana, única no setor». Além de reforçar a transparência e a monitorização da produção, permite a rastreabilidade dos mercados e «a recolha e tratamento de informação estratégica para o setor».

Em declarações aos jornalistas no final da sessão, o presidente da CVRA, Luís Sequeira, considerou tratar-se de um projeto inovador «a nível mundial», tendo superado referências internacionais como a Austrália: «A verdade é que nós vamos para lá da informação que é disponibilizada pela Austrália», afirmou.

Um dos elementos diferenciadores da plataforma é o cadastro vitivinícola do Alentejo, atualizado em permanência: «Os agentes económicos do Alentejo vão conseguir ir ao detalhe mais ínfimo, nomeadamente saber quais são as vinhas centenárias, onde estão e que castas têm», explicou Luís Sequeira, acrescentando que o Alentejo é a única região do mundo «onde é possível este nível de detalhe».

A Data+ disponibiliza dados por sub-região, casta, exportações e país de exportação, «permitindo acompanhar a evolução da atividade ao longo de mais de 15 anos». A plataforma beneficia ainda do facto de o Alentejo ser a única região vitivinícola nacional com histórico de informação desde 1989.

Para Luís Sequeira, a iniciativa vai «aumentar o rigor e a transparência» e auxiliar os produtores «na tomada de decisão estratégica», com atualização regular da informação. Além disso, sublinha ainda a intenção de partilhar todos os dados com os agentes económicos do setor: «Para que é que nós temos informação guardada numa gaveta?»

O presidente da CVRA antecipou ainda um crescimento rápido da plataforma, notando que há um mês continha metade dos dados atuais, e não tendo «a mínima dúvida» de que, dentro de um ou dois anos, a informação será muito superior.

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