PSD: “Demissão da administração do hospital é politiquice partidária”

O presidente da Distrital de Évora do PSD, Francisco Figueira, classifica como “ato de politiquice partidária” a demissão do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central. O objetivo, sublinha, foi “mascarar a negação de auxílio” a um doente, “que todo o país viu”.

Em comunicado, Francisco Figueira lembra que, há poucos dias, “o país assistiu incrédulo” a imagens de um doente “deitado na rua, à porta do Hospital de Évora”, sem que lhe tivesse sido dada assistência. “Imagens chocantes que causaram comoção geral na comunidade, e que não mereceram qualquer comentário do conselho de administração”.

Referindo-se aos inquéritos entretanto abertos ao caso, por parte do Ministério Público e da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS), o presidente da Distrital do PSD acusa a administração demissionária de ter decidido “negar as explicações que lhe são devidas” em relação ao caso, tendo apresentado a demissão “perante a sua própria incapacidade de gestão”.

Segundo Francisco Figueira, esse pedido de demissão foi feito “através de um ato de politiquice partidária, para mascarar a negação de auxílio, que todo o país viu em imagens”. 

O dirigente social-democrata considera que toda a atuação dos administradores hospitalares resultou de um processo “partidariamente decidido, orientado e articulado” uma vez que, “minutos depois” de ter sido divulgado o comunicado a anunciar a demissão, “seguiu-se um igual” assinado pela Federação de Évora do PS e uma tomada de posição pública por parte do ex-ministro socialista Capoulas Santos, “acolitado pelo deputado do PS, Luís Dias”.

“Nem se deram ao trabalho de disfarçar”, refere Francisco Figueira, considerando ter-se tratado de um processo “articulado para enganar o povo do Alentejo e o país”.

“O povo do Alentejo e os profissionais de saúde que todos os dias servem abnegadamente na ULS do Alentejo Central”, prossegue, “merecem a demissão deste conselho de administração, porque merecem ter acesso à prestação de cuidados de saúde de qualidade, e merecem melhores e renovadas condições de trabalho que o novo hospital lhes vai proporcionar”.

Já no que diz respeito ao novo Hospital Central do Alentejo, o presidente da Distrital de Évora do PSD garante a conclusão da obra, “pese embora as diversas trapalhadas que ficaram de herança do Governo socialista, e a da inoperância do Executivo CDU na Câmara de Évora”.

Francisco Figueira refere ainda que o Orçamento do Estado para 2025 “prevê uma dotação de 153 milhões de euros para a conclusão da obra” e lembra que o primeiro-ministro anunciou a cedência à Universidade de Évora do terreno para a instalação da Escola de Saúde, onde funcionará o curso de medicina.

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