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ASAE apreende nove toneladas de carne estragada em armazém ilegal

Inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da Unidade Operacional Évora, apreenderam nove toneladas de carne estragada e encerraram um armazém clandestino de distribuição de alimentos, no concelho de Évora. Ana Luísa Delgado (texto)

Em causa estão “práticas fraudulentas” e “ilícitos contra a saúde publica”. Fonte da ASAE avançou ao Alentejo Ilustrado que esta operação teve origem numa investigação a um circuito paralelo de embalamento e distribuição de géneros alimentícios, resultando no desmantelamento e suspensão total de um entreposto frigorífico “ilegal”.

Este entreposto utilizava um número oficial de controlo veterinário falsificado e usurpado. A ASAE detetou, “em flagrante delito”, o reembalamento e nova rotulagem de produtos de carne cuja data de validade se encontrava ultrapassada.

De acordo com a mesma fonte, “após a retirada dos produtos das suas embalagens originais, eram produzidos novos rótulos com recurso a um software informático num computador para inscrição de nova data de validade e um novo lote, substituindo os rótulos preexistentes no reembalamento dos produtos”.

Estas operações de manuseamento eram realizadas “sem qualquer controlo veterinário nem rastreabilidade, colocando em risco a saúde pública e os direitos dos consumidores”. A carne era depois distribuída para hipermercados e restaurantes da região. Foi agora destruída.

No total foram apreendidas 20 toneladas de carne, das quais nove “impróprias para consumo” e outros objetos – como um sistema industrial de embalamento, constituído por computador, máquina de vácuo e de impressão de rótulos, centenas de rótulos adulterados e ainda produtos utilizados para o reembalamento – num valor total de 85 mil euros, tendo o armazém sido encerrado. Um homem foi constituído arguido.

“A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização no âmbito do combate às práticas fraudulentas, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores”, sublinha a mesma fonte.

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