Pedro Nascimento não conclui as respostas à Alentejo Ilustrado sem um apelo: “Gostaria de aproveitar esta oportunidade para convidar todos a fazerem parte do Orfeão Tomaz Alcaide”. É ele o novo maestro. E o desafio fica registado: “Se tem paixão pela música, gosta de cantar e quer fazer parte de um grupo unido e talentoso, o Orfeão é o lugar certo para si”.
Segundo Pedro Nascimento, “são todos bem-vindos”, independentemente da maior ou menor experiência musical, pois a oportunidade será para “descobrir talento, fazer novos amigos e partilhar a alegria de cantar”.
O maestro sabe muito bem do que fala quando refere a “grande família” que une quem partilha a paixão pela música. Natural do Porto, frequentou o Conservatório de Música da mesma cidade, a Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, e o Conservatório Licínio Refice de Frosinone, em Itália.
Entre 2005 e 2011 foi membro do coro da Fundação Calouste Gulbenkian. Enquanto cantor solista, apresentou-se em recitais e integrou o elenco de várias oratórias. Interpretou mais de 15 papéis de ópera, foi professor de canto e coro nos Conservatórios Regionais de Évora e do Montijo, dirige, entre outros, o Coral Évora e o Coro de Montargil e, desde este mês, é o maestro do Orfeão de Estremoz “Tomaz Alcaide”.
“É com enorme honra e entusiasmo que abraço este desafio. Trata-se de um projeto que me motiva profundamente, tanto pela rica história e tradição do Orfeão, quanto pelo seu enorme potencial artístico e cultural”, diz Pedro Nascimento, para quem “a música tem o poder de transformar vidas e comunidades”. Daí confessar estar “ansioso por trabalhar com os membros do Orfeão, unindo esforços para elevar a arte da música coral”.
O novo maestro diz ter “muitos projetos” para os próximos anos. “Para além de dar continuidade ao trabalho de excelência que tem sido desenvolvido ao longo dos anos, quero também inovar e explorar novas abordagens musicais, nomeadamente no trabalho conjunto com outros grupos. O objetivo será criar um repertório diversificado e desafiador, que abranja diferentes épocas e estilos musicais, e que ao mesmo tempo seja impactante para o público”, refere.
“Estou seguro que encontrarei um grupo de pessoas talentosas e dedicadas, com uma grande paixão pela música e um forte sentido de comunidade e com vontade de aprender e evoluir. Iremos trabalhar juntos para construir um futuro promissor para o Orfeão, levando a música a um público cada vez maior e contribuindo para o enriquecimento cultural da região e do país”, acrescenta Pedro Nascimento, recordando que o Orfeão Tomaz Alcaide “é uma instituição de referência no panorama musical português, com um papel fundamental na preservação e divulgação do património musical”.
Criado em 1930 com o intuito de promover a arte, a cultura e a filantropia, o Orfeão, refere o novo maestro, “tem sido um exemplo de excelência artística e de compromisso com a comunidade”, assumindo-se a nível regional como “um importante agente de desenvolvimento cultural, promovendo a criação e a fruição musical” e destacando-se a nível nacional “pela qualidade dos seus concertos e pela sua participação nos mais variados eventos musicais”.